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A vulnerabilidade da liderança e o mito da perfeição que limita a inovação

Os bons líderes, além de proporcionarem ótimos resultados para seus negócios, também devem compartilhar valores essenciais para suas equipes, servindo de exemplo.

A maneira que a liderança interage com as pessoas e enfrenta os desafios e oportunidades tem muito a dizer, e a ensinar, sobre como as pessoas devem agir. Isso também serve para sobre como todos na empresa lidam com os erros e com a falta de resposta imediata.

Podemos entender isso como a situação ideal, mas, na prática, muitas vezes percebemos que os líderes escondem suas vulnerabilidades. Crescemos com um modelo mental de que é necessário proteger nossa reputação e imagem, exibir nossos sucessos e encobrir nossas falhas. É comum nas organizações a cultura que valoriza e reconhece quem parece invulnerável, tem respostas rápidas e é preciso nas tomadas de decisões.

Brené Brown, reconhecida escritora do livro “O Poder da Vulnerabilidade” explica que

“a vulnerabilidade é definida como aquilo que experimentamos em momentos de incerteza, risco e exposição. Ela nos deixa ansiosos e com medo”.

A dificuldade, segundo Brené, é quando evitamos expor nossas fragilidades. Ter coragem para assumir os erros e arriscar, lançar-se em novas experiências e dizer o que pensa e sente, sem medo, tudo isso tem a ver com a atitude de abraçar a vulnerabilidade.

Não ter medo de expor as vulnerabilidades e, deixar claro que em alguns momentos ainda não sabe como agir ou qual decisão tomar, para grande parte, cria a insegurança de ser visto como um líder fraco ou mesmo um líder ruim.

Em outro livra da autora, o “Coragem para Liderar”, ela explica que

“líderes e liderados escondem suas fraquezas do mundo corporativo como forma de se protegerem. Para desconstruir esse comportamento é preciso autocompaixão e paciência”.

Cabe às lideranças, em ambientes e culturas que favorecem a segurança psicológica, serem transparentes e honestos com os liderados quando não se sentem capazes de algo. Apesar de parecer contraintuitivo, isso deixa as pessoas mais seguras e o líder torna-se mais confiável. Ser imperfeito ajuda na percepção de uma liderança humanizada.

O receio de ser mal compreendido, ser exposto ao ridículo ou falhar também limitam a inovação e a geração de boas ideias. A suposta obrigação de ter respostas corretas para tudo e para todos faz com que sejam repetidas fórmulas já vivenciadas anteriormente. Além disso, os liderados tornam-se dependentes da liderança.

Uma empresa inovadora tem a cultura da tentativa e erro. Se o medo de fracassar for muito grande e a falha for penalizada, haverá um impedimento de que muitas ideias em potencial sejam lançadas.

As pessoas costumam “pensar” mais e se tornarem mais protagonistas quando encontram espaços para isso. Perguntas em aberto estimulam a inovação.

 “Nossa capacidade de ser líderes ousados que incentivam as novas ideias, nunca será maior do que nossa capacidade para a vulnerabilidade”, afirma Brené Brown.

Outra visão complementa essa percepção. Trata-se do conceito de “antifragilidade” do autor libanês Nassim Nicholas Taleb, apresentado no livro “Antifrágil: coisas que se beneficiam com o caos”.

Antifrágil é algo que melhora quando está diante de uma situação inesperada. Esse raciocínio quebra o paradigma de que o oposto da fragilidade está na resistência, que é uma característica muito comum entre aqueles que suportam as dificuldades ou pressões sem alterações, mantendo um padrão de pensamento e de desempenho. Os resistentes não costumam melhorar com o caos.

A vulnerabilidade é diferente disso. Ela é justamente o espaço para buscar novos aprendizados e novas soluções em momentos de dificuldades. Escolhendo a postura antifrágil, desistimos de parecermos fortes e, com um mindset de crescimento (termo popularizado pela escritora americana Carol Dweck), tornamo-nos melhores em eventos adversos.

Quando evitamos ou defendemo-nos de ataques ou mudanças inesperadas, estamos camuflando nossas vulnerabilidades.  

Líderes eficientes beneficiam-se do caos e da situação complexa para exercitarem suas vulnerabilidades e, assim, evoluem e fazem suas equipes e negócios evoluírem. Isso é inovação.

Nesse vídeo, o Prof. Marcelo de Elias, aborda um pouco mais desse assunto. Esse é um trecho da participação do especialista em mudanças e liderança no podcast “Pod Ser + Leve” da Juliana Freire e Luis Melo.

 A entrevista completa está aqui: https://www.youtube.com/watch?v=Th-NiE3lHCc

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MARCELO DE ELIAS é mestre em inovação e design com MBAs em Estratégia, Gestão de Pessoas, formação internacional em gestão da mudança em tempos desafiadores e pós-graduado em neurociências. Conteudista especialista em protagonismo e gestão de mudanças, é professor da FGV, FDC e outras escolas de negócios.

Marcelo é Escritor e fundador da Universidade da Mudança. Pioneiro no assunto “Inner Skills” no Brasil. Se deseja saber mais sobre INNER SKILLS acesse: www.innerskills.com.br

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