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Síndrome da Urgência

Síndrome da Urgência

Algumas pessoas estão tão acostumadas com a adrenalina que circula pelas veias enquanto resolvem os problemas que se tornam dependentes da sensação de euforia e energia.

Como É a sensação de urgência? Estressante? Sufocante? Exato! Mas vamos ser honestos. Às vezes ela É estimulante. Sentimo-nos úteis, bem-sucedidos e importantes.

Especializamo-nos em apagar incêndios. Toda vez que surge um problema, corremos para o perigo, apagamos o fogo e caminhamos em direção ao pôr-do-sol como heróis do dia. A urgência nos traz resultados imediatos e instantâneos.

Enquanto resolvemos as crises urgentes, sentimo-nos temporariamente anestesiados. Passada a tempestade, a síndrome da urgência é tão forte que somos impulsionados a fazer qualquer outra coisa urgente, só para nos mantermos em atividade. As pessoas esperam que estejamos sempre ocupados, cheios de trabalho para fazer.

Tornou-se um símbolo de status de nossa sociedade: se estamos sempre ocupados é porque somos importantes. Chegamos a ficar constrangidos quando estamos ociosos. Sem o stress do trabalho, muitas vezes sentimo-nos improdutivos. O corre-corre nos justifica, nos populariza e nos dá prazer. E é também uma boa desculpa para não lidarmos com as verdadeiras prioridades de nossas vidas:

Gostaria muito de passar algum tempo com você, mas tenho de trabalhar…”

 

Não tenho tempo de fazer exercício. Sei que é importante, mas tem tantas coisas mais importantes. Quem sabe quando as coisas acalmarem um pouco…”

 

Voltar a estudar? Quem sabe no futuro, quando sobrar tempo…

A síndrome da urgência é um comportamento autodestrutivo que preenche temporariamente o vazio criado por necessidades não-atendidas.

Reflita sobre isso: Quem é o verdadeiro e mais inteligente herói? Quem mata um leão por dia ou quem faz de tudo para não precisar matá-lo?

Marcelo de Elias é palestrante e consultor especializado em estratégia e gestão de pessoas. É professor de MBA e coautor do livro Ser Mais em Gestão de Pessoas.

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